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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Para os contadores (e leitores) de histórias

Zembla, Zenda, Xanadu, Xangrilá
Ali nosso sonho pode estar
Fantasia tem asas pra voar
Agora que ando longe, a vagar
Rumo a ti neste livro hei de voltar.


(trecho de Haroun e o mar de histórias - Salman Rushdie)

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Enquanto isso, na Estação de Sonhos...

Morpheu, aborrecido porque o "converseiro" dos anjos não deixa o menino dormir, decide, em pessoa, fazer uma visitinha ao céu...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Voltei a ler Haroun

Tinha decidido por uma visão do Oriente Médio que fosse menos agressiva, menos dolorida que a guerra na Faixa de Gaza e então busquei na prateleira, Haroun, de Salman Rushdie (O chão que ela pisa, os versos satânicos, o último suspiro do mouro). No entanto, quis o deus dos destinos literários, aquele que controla o que vai nos cair nas mãos para ler e em que momento, que eu refletisse mais sobre a guerra, refugiados sociais, medo, violência e a sociedade onde eu vivo. Fazer o quê? É igual ao óleo de fígado de bacalhau que meu avô fazia os filhos beberem todo dia de manhã: "limpa o sangue". Nesse caso, certas leituras limpam as idéias...

Mas Haroun, o pequeno e relegado Haroun assobiou ali do canto da prateleira, acenou suas páginas e me reconduziu à ilha da fantasia. E quem diz que contos de fadas não fazem pensar, ou nunca leu um conto de fadas ou anda lendo os livros errados. Uma pequena pílula para vocês, uma frase extraída de Haroun, página 39, capítulo dois - O Expresso Postal: "a qualquer momento vou sumir, feito uma palavra que alguém apaga numa lousa. Uma passada de apagador e lá vou eu, desapareço para todo o sempre". Se não existe beleza e reflexão em algo assim tão singelo e tão profundo, então sou eu quem anda lendo os livros errados.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Oriente ameno, lúdico e literário

Salman Rushdie, Rudiard Kipling, que apesar de ter nascido na Inglaterra viveu na Índia, Nagib Mahfuz e tantos outros autores de origem árabe, egipcia, indiana, muçulmana, desde os tempos das Mil e Uma Noites, são a prova de que o Oriente Médio e as antigas Índias Orientais e Ocidentais do sonho lusitano não são apenas um barril de pólvora em constante ameaça de explosão. Lá também é um celeiro de histórias que seduzem como a flauta do encantador de serpentes.

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Aproveito o dia, que agora me pertence, para ler Haroun, um pequeno líbelo de Salman Rushdie ao mar de histórias sobre o qual todos nós navegamos.

Um trecho da sinopse:
Rashid é um contador de histórias profissional, o festejado "Mar de idéias". Um dia ele perde o dom da palavra - seu ganha-pão e alegria de viver. Mas seu filho, Haroun, descobre que todas as histórias vem do Grande Mar de Histórias e empreende a fantástica aventura da busca das palavras, enfretando as forças tenebrosas da escuridão e do silêncio...